Como melhorar a performance do seu PC ou notebook com SSD

Há quase uma década havia adquirido um Macbook White e ele manteve a performance durante muitos anos, mas como todo hardware, uma hora ele começou a ficar obsoleto, apesar de que este prazo foi bem estendido (se não me engano, 4 ou 5 anos).

Quando ele começou a “engasgar” o dólar já estava nas alturas (quando comprei, o dólar custava R$ 1,50 – saudades…) e foi aí que pesquisando o que poderia ser feito encontrei um post do Wendell falando justamente sobre o que eu precisava para melhorar a performance: SSD.

Até então, meu conhecimento sobre a melhora de performance se restringia à trocar de processador, aumentar a memória RAM e até mesmo utilizar dois HDs como se fosse apenas um, dobrando a velocidade dele (RAID 0), mas isso em um notebook era impossível (ao menos eu achava – vou falar melhor depois sobre como podemos utilizar 2 discos simultaneamente em um notebook).

Mac é muito bom, mas está longe de ser algo que possa ser melhorado em muitos aspectos com relação ao hardware inicial. A memória RAM era expansível até 8GB apenas e o processador, para minha tristeza, era soldado na placa mãe (era um Core 2 Duo e minha intenção de migrar para um i7 havia ido por água abaixo).

Até a leitura do post do Wendell eu nunca tinha ouvido falar em SSD e olha que sou um apaixonado por inovações de hardware desde meu curso de informática em 1996, com um potente 486 turbo e um maravilhoso Windows 3.11 (imagine a frustração de saber depois que já existia o Windows 95, haha).

Mas afinal, o que é um SSD e porque ele é melhor do que um HD convencional?

HDs convencionais são em formato de discos e contam com um leitor, “similar” ao funcionamento dos leitores de CDs. Lembra quando queríamos escutar uma faixa 10 em um CD com 20 faixas e tínhamos que ficar esperando o leitor chegar naquele ponto?

SSD (Unidade de Estado Sólido), como o próprio nome já diz, é um tipo de armazenamento sólido, similar aos chips dos pendrives e cartões de memória. Sendo assim, a velocidade de gravação e leitura é muito superior, pois não possui a parte mecânica como os HDs comuns, ou seja, não precisamos esperar que o leitor encontre em qual ponto do disco aquele dado que precisamos está gravado.

Em média, SSDs são até 10x mais rápidos que HDs. Recentemente fiz um teste e em um HD comum, a taxa de leitura e gravação ficava perto dos 100MBs, enquanto em um SSD as taxas beiravam os 500MBs (5x mais rápido, o que já é uma boa vantagem).

Mas esse bônus também vem com um ônus: SSDs são mais caros que HDs convencionais. Com um espaço de armazenamento menor (em torno de 250GB) o valor de um SSD se compara ao valor de um HD de 1000GB.

Então como fazemos com todas aquelas fotos dos churrascos com os amigos que temos em nosso HD comum, se optarmos em trocar para um SSD? Bem, eu aconselharia subir tudo para um serviços na nuvem, como o Dropbox ou Google Drive, mas aí já é assunto para outro post.

Foi então que descobri, também no post o Wendell, outra peça importante criada para suprir este problema: o Caddy.

O Caddy é um adaptador que pode ser utilizado para conectar um segundo HD ao notebook, bastando remover o drive de CD/DVD (que não utilizamos mais, na maioria das vezes), se o seu notebook possuir e utilizá-lo no lugar.

Com ele, podemos manter o HD original, com todos nossos arquivos, e utilizarmos o SSD apenas para o sistema operacional e nossos softwares (que é a parte que realmente importa em termos mais velocidade).

Atualmente existem vários tipos de SSDs: SSD Sata, mSata, M.2 do tipo Sata e M.2 do tipo NVMe, etc. A taxa de leitura dos tipos mSata e M.2 Sata são similares ao SSD Sata, e estão limitadas à conexão Sata, podendo atingir até 600MBs de leitura/gravação. Já os SSDs do tipo M.2 NMVe são conectados através do slot PCIe, cuja taxa de leitura/gravação atinge, em média, 1600/800MBs na geração 2.0 e 3500/2300MBs(como é o caso do modelo Evo 970 Plus da Samsung)na geração 3.0, respectivamente, então, se precisa trocar de máquina futuramente, dê preferência à uma que tenha suporte ao NMVe 😉 .

E aí, o que achou deste post? Comentem, hehe

Publicado por Marcos Alexandre

Formado em Web Design pela Faculdade Opet e desenvolvedor freelancer, trabalhando com WordPress desde 2012. É membro da comunidade WordPress Brasil desde 2015, contribuindo com traduções e com a organização dos eventos de WordPress em Curitiba.

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